O PERIGO MORA AO LADO

Sempre estamos esquecendo que uma mensagem pode ser acessada e lida a qualquer momento, por qualquer pessoa, hacker ou não. Apesar de todo o esforço de segurança dos provedores, o sistema apresenta falhas incríveis que a cada dia aumenta o repertório de gafes, omissões, irresponsabilidades e erros voluntários ou não.

Mais um exemplo de fragilidade, conseguimos perceber no texto de Paulo Rebelo – na seção de tecnologia do UOL:
“Em outras palavras, cada pessoa pode ter um login e uma senha de acesso, supostamente particular. Mas todas as contas são vinculadas a um servidor central, que pode ser acessado por inúmeras pessoas, em geral os funcionários mais qualificados. Resta saber, contudo, o que define 'qualificação'. Quem já trabalhou no suporte técnico de provedores costumava se espantar como era comum várias pessoas terem acesso-mestre às contas de usuário. Para resolver problemas, claro. Mas nada impede que a caixa postal possa ser lida, sem deixar rastros. A operação é tão simples que só vendo para acreditar. A ética, por parte do funcionário, trata-se do respeito e em grande parte da boa vontade de não usar os "super poderes" para benefício próprio. Poderíamos tomar como exemplo um funcionário com permissões avançadas que resolve ler as mensagens da ex-namorada, que por coincidência tem uma conta no provedor de acesso em que ele trabalha. E aí?”

Os perigos que vêm de fora, a gente os enfrenta pela nossa capacidade de conviver com a imponderabilidade. Porém, na intimidade das empresas, o inimigo está bem ali, bem junto. A diversidade de interesses dos profissionais, que lá convivem, leva a uma complexa rede de e-mails trocados intra e extra ambiente, que nenhuma rede por mais segura que seja consegue impedir. E a cada troca um perigo em potencial.

Resta às instituições, o esforço que se pode empreender é o da educação tecnológica.

Estamos acostumados ao ensino de informática, quando falamos da importância dela, seus fundamentos e práticas. Não pensamos nunca na transformação do usuário em um usuário integralizado: aquele que pensa no todo e não nas partes do processo. Aquele que pensa coletivamente. Certamente este é um bom tema de reflexão!

 

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